Bases biológicas da cognição:
consequências para a educação e para a psicanálise
Palavras-chave:
Psicanálise, Biologia, Complexidade, SettingResumo
O autor chama a atenção para uma mudança paradigmática ocorrida no século passado: o Paradigma Newtoniano-Cartesiano levou o homem à lua, mas é incapaz de mostrar como a mente humana aprende ou como prever o estado do tempo, que exigem maior complexidade. Freud (1940/1961, p. 182) desejava ver a psicanálise incluída nas ciências do homem: “que todas as nossas propriedades psicológicas sejam um dia fundadas no chão de suportes orgânicos". Matte-Blanco deixou inconcluso seu projeto de uma epistemologia das emoções, enquanto Bion se preocupava em como conhecemos e Solms retomou o “Projeto” com as tecnologias de hoje. Foi o êxito da psicanálise em aliviar o sofrimento emocional que a fez se afastar de suas bases biológicas, as quais hoje retomamos. Somos todos seres humanos vivos, logo dependentes de nossa biologia, sendo definidos por nossa estrutura e pelo modo como nos acoplamos ao meio circundante. Esses conhecimentos estão propostos na Teoria de Santiago de Maturana e Varela (1997), resumida aqui no que nos importa como psicanalistas e educadores: é impossível a transmissão de conhecimentos, mas aprender é inevitável – então, como? É tentada uma nova maneira de conceituar Psicanálise dentro desse novo Paradigma da Complexidade, assim como se pretende entender o “setting” em consonância com o proposto.
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