https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/issue/feedRevista de Psicanálise da SPPA2026-03-16T16:09:01-03:00Ana Cristina Pandolforevista@sppa.org.brOpen Journal Systems<p>A Revista de Psicanálise da SPPA é editada desde outubro de 1993 pela <a href="http://sppa.org.br/">Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre</a>, filiada à Associação Psicanalítica Internacional – IPA, sendo um periódico quadrimestral dirigido a pesquisadores, professores, profissionais e estudantes da área de psicanálise. A partir de 2020, ela aderiu ao sistema de publicação em fluxo contínuo. Podem ser submetidos artigos científicos que seguem altos padrões no cuidado editorial dos textos, apresentados nos idiomas português, espanhol, inglês, francês, alemão e italiano, com os requisitos de serem inéditos e originais no Brasil, elaborados em conformidade ao direito do autor e não submetidos ao mesmo tempo a avaliações em outras revistas nacionais.</p>https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1475Importância do mecanismo de identificação na obra de Freud2026-02-27T13:50:23-03:00Isaac Pechanskycatiaomello@gmail.com<p>Neste artigo o autor faz uma revisão crítica acerca do conceito de<em> identificação</em> na obra de Freud, na qual se observam diversas modalidades descritas, indicando implicações dinâmicas, topográficas e econômicas para o funcionamento mental. Do ponto de vista da metapsicologia, a <em>identificação</em> assume, progressivamente, um valor central nas formulações do desenvolvimento do indivíduo. Partindo dos trabalhos que entendem a <em>identificação</em> como parte da organização e desenvolvimento da mente humana, ao longo do artigo compreende-se como Freud, ao investigar o mecanismo íntimo da <em>identificação</em>, descreve os mecanismos que Melanie 1923 mais tarde denomina <em>identificação introjetiva e identificação projetiva</em>. Ao final, alguns questionamentos sobre o tema são propostos.</p>2026-03-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1481Comentários sobre o texto Importância do mecanismo de identificação na obra de Freud: uma revisão crítica, de Isaac Pechansky2026-03-13T09:22:34-03:00Luciane Falcãolufalcao60@gmail.com<p>O artigo apresenta comentários a partir do texto de Isaac Pechansky: <em>Importância do mecanismo de identificação na obra de Freud: uma revisão crítica </em>(1979). Na sua homenagem ao autor do texto, a autora propõe uma lente de aumento direcionada a três aspectos teóricos discutidos ali e que lhe oportunizaram a retomada parcial de uma discussão sobre o mecanismo da identificação: (a) a questão da identificação primária e a identificação narcísica; (b) a importância do narcisismo nos processos de identificação; e (c) alguns desdobramentos do conceito de identificação à luz da psicanálise contemporânea (o enamoramento excessivo-paixão-loucura, o representante-afeto ligado ao processo de identificação, as patologias narcísicas-identitárias e a identidade de percepção e identidade de pensamento).</p>2026-03-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1482Editorial2026-03-13T09:38:11-03:00Ana Cristina Pandolfoacpandolfo@icloud.com2026-03-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1240“Sexos e gêneros”2024-10-07T08:22:24-03:00Juan Eduardo Tesonejetesone@hotmail.com<p>No campo da saúde mental, a legitimação das diversidades sexuais tem modificado os rótulos com os quais a psiquiatria tradicional pretendeu classificar os seres humanos. As fronteiras são menos herméticas, e a noção de perversão foi mudando. Até não muitos anos atrás, a perversão era catalogada em função de determinados comportamentos sexuais. Como aponta Joyce McDougall, hoje reservamos a noção de perversão para os estupradores, seja de crianças ou adultos. O resto dos comportamentos sexuais humanos, na medida em que ocorram entre adultos e com seu consentimento, faz parte da expressão da sexualidade humana, sem implicações patológicas. Proponho não considerar a sexualidade algo imanente, mas vê-la como uma variável do ser humano que não é apocal<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, e sim tributária de cada momento social. Assim como a jurisprudência sempre mantém um descompasso em relação aos costumes, a psicanálise parece temerosa de abordar a sexualidade humana de uma perspectiva atual, aferrando-se à teoria consagrada como se a teoria e as subjetividades pudessem ser imutáveis.</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> É um neologismo aceito em espanhol. "Epocal" significa que não pode ser definido a não ser em relação à época. "A-pocal" seria uma falácia se a época não fosse levada em consideração.</p>2026-03-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1402Mal-estar na sexualidade2025-06-30T13:09:16-03:00Paulo Roberto Ceccarellipaulorcbh@mac.com<p>Partindo do antagonismo entre a civilização a e vida pulsional, que atravessa toda a obra freudiana, o autor se pergunta sobre a inevitabilidade da sexualidade, do pulsional, ser causa de mal-estar. Em um primeiro momento, são discutidas as relações entre o sexual e a sexualidade, as duas dimensões psíquicas com as quais a psicanálise trabalha, passando para as questões do mito em psicanálise, as relações entre o recalque e a repressão e, finalmente, o texto traz alguns comentários acerca das questões de gênero e das mudanças discursivas. Conclui-se que o sexual é refratário a qualquer tratamento político, e sempre será gerador de mal-estar, como bem atesta o trabalho clínico.</p>2026-03-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1396E se não existissem crianças com variabilidade de gênero?2025-06-20T14:32:06-03:00Alexandre Saadehalexandre.saadeh@hc.fm.usp.br<p>O artigo estabelece conceitos básicos sobre identidade e variabilidade de gênero e, além de situar o leitor em aspectos de definição do campo de estudo, define a variabilidade em crianças e adolescentes. Nesse sentido, a Psicanálise pode e deve contribuir para o entendimento de tais conceitos, já que a maioria se situa nas definições identitárias e em suas nuances. O artigo discute ainda os avanços e retrocessos em nosso país no tocante às normas e processos de acompanhamento dessa população. Estabelece princípios norteadores dessa assistência, bem como aborda as posturas conservadoras que negam a existência e os benefícios de um acompanhamento integrado e multidisciplinar, levando a sofrimentos intensos, exclusão social e psicopatologias decorrentes, envolvendo as famílias, os pacientes e a equipe como um todo. Explicita o que se sabe sobre o tema, apesar dos possíveis questionamentos ainda hoje presentes, e defende a pesquisa ética e científica feita no Brasil pelos centros responsáveis. Por ser pesquisador do tema, o autor finaliza com a proposta pessoal de revisão de postura por parte do Conselho Federal de Medicina do Brasil, bem como o retorno efetivo da Resolução 2.265/2019 e o cancelamento da Resolução 2.427/2025 do próprio Conselho Federal de Medicina.</p>2026-03-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1480A transição de gênero como solução para o enigma do sexual2026-03-10T09:34:18-03:00Nicolas Evzonasnicolas.evzonas@gmail.com<p>Apartando-se das controvérsias que atualmente polarizam a questão trans, muitas vezes suscitadas por teses intelectualistas, ideológicas e alheias à clínica, o autor propõe uma reflexão concreta baseada em sua experiência transferencial com um adolescente transgênero em atendimento institucional. Ilustra-se como a migração para outro gênero pode constituir uma solução original, fabricada pelo sujeito para existir psiquicamente quando a violência das mensagens parentais e a sexualidade infantil reavivada pela puberdade são tidas como uma <em>condenação de desengendramento</em> e como um ataque às origens em seus fundamentos.</p>2026-03-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1412Repensando o estudo das diferenças sexuais2025-09-09T09:04:21-03:00Sérgio Lewkowiczsergio.lewkowicz@gmail.com<p>O autor inicia descrevendo como o ensino das novas ideias sobre gênero e diversidade sexual, em particular da diferença sexual, ainda é praticamente inexistente nos Institutos de Psicanálise da América Latina. A seguir, aborda situações antropológicas, presentes nas pinturas rupestres da Serra da Capivara no estado do Piauí, no Brasil, e na cultura Musuo no interior da China, em que a diferença sexual não parece mostrar as características do patriarcado e da dominação masculina. No entanto, trata-se de situações de exceção, pois há muitos séculos vivemos no sistema patriarcal, o qual naturalizou a hierarquia masculina sobre a feminina. Em seguida, são abordados os papéis psicológicos atribuídos a cada sexo, levando ao silenciamento das mulheres. Voltando ao tema da dificuldade dos estudos de gênero, o autor utiliza as concepções de Bion sobre a resistência das instituições e dos indivíduos de aceitarem ideias novas.</p>2026-03-12T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1394O feminino e as mulheres no século XXI2025-05-23T09:35:41-03:00Leticia Glocer Fiorinilglocerf@intramed.net<p>Neste trabalho são abordadas problemáticas clínicas e teóricas relacionadas com o feminino e com as mulheres. A autora apresenta os pontos cegos que se revelam em relação à interpretação do masoquismo feminino, à tendência à histerização das mulheres, à maternidade e à função paterna, entre outros aspectos. A proposta é repensar as teorias sobre o feminino e seu impacto na prática clínica a partir do paradigma da complexidade. Esse trajeto inclui a revisão do conceito de diferença sexual, distinguindo-o da categoria mais ampla de “diferença”, que abrange diversos tipos de diferenças.</p> <p> </p>2026-03-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1406A violência contra a mulher2025-07-07T14:54:29-03:00Mery Pomerancblum Wolffmery.wolff@hotmail.com<p>A autora se propõe a estudar a violência contra a mulher partindo das subjetividades feminina e masculina desde um referencial psicanalítico clássico e contemporâneo, articulando aspectos como o narcisismo e o masoquismo com os temores do feminino e do masculino em relação ao desamparo e suas expressões na subjetividade de mulheres e homens, assim como correlacionar estes aspectos com estudos sociológicos e com a cultura em que vivemos.</p>2026-03-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1436Entre Eros e Thanatos – o analista no território do negativo 2025-10-26T19:59:31-03:00Rafael Samuel Giordanirafael.samuel.giordani@gmail.com<p class="1AutorAC"><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; font-style: normal;">O artigo parte da história verídica de Christopher McCandless, relatada por Jon Krakauer em seu livro </span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">Na natureza selvagem </span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; font-style: normal;">(1996), para refletir sobre a complexa articulação da pulsão de morte na clínica psicanalítica e suas implicações técnicas diante das manifestações radicais de desligamento e de destrutividade. Ao situar McCandless como um exemplo em particular, cujo percurso evidencia tanto o apelo ao absoluto quanto a recusa dos laços afetivos, abre-se espaço para pensar a maneira como o analista se vê confrontado com a </span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif;">desobjetalização</span><span style="font-family: 'Times New Roman',serif; font-style: normal;"> a partir da transferência. Tomando como base a conceituação pulsional de Freud, o artigo investiga os desafios teóricos e técnicos suscitados pela emergência da pulsão de morte, mobilizando o pensamento de André Green sobre a negatividade do trabalho do negativo e as formulações de René Roussillon e Thomas Ogden acerca do manejo clínico nas zonas de não-representatividade do campo intersubjetivo. Defende-se que o manejo clínico da pulsão de morte requer uma escuta paradoxal, capaz de acolher o impulso em direção ao zero absoluto, sem jamais abandonar a esperança de sua conversão em vida simbólica. O percurso de McCandless, assim, serve de alegoria para os impasses clínicos do analista face àquilo que é inassimilável, convocando a repensar o manejo em territórios onde a vida psíquica flerta com a sua própria extinção.</span></p>2026-03-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1477As múltiplas dimensões de Édipo2026-03-03T10:20:05-03:00Vera L. C. Lamanno-Adamovlamannoadamo@gmail.com<p>O triângulo edipiano, elaborado por Freud a partir do Édipo de Sófocles (1990), foi se transformando ao longo dos anos, evidenciando cada vez mais um Édipo complexo, multidimensional, que incita infinitas vertentes. Cada uma delas, em sua multiplicação, revela a incompletude do triângulo edipiano, o seu imprevisto, a sua imprecisão. A partir do filme <em>Édipo rei</em> de Pasolini, lançado em 1967, a autora tece considerações sobre a dimensão traumática da saga de Édipo.</p>2026-03-03T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1484Trauma, subjetividade e subjetalidade2026-03-16T16:09:01-03:00Dominique Scarfone dominique.scarfone@umontreal.ca<p>Tomando uma posição crítica em relação às tendências contemporâneas da psicanálise sobre o trauma, o autor aborda o problema do trauma psíquico principalmente em termos de como ele afeta o status do paciente na condição de sujeito. Após reexaminar as noções de sujeito e subjetividade, o autor ilustra a utilidade da noção de <em>subjetalidade</em>, definida como um momento crítico da subjetividade, necessário para o processamento das consequências do trauma. Ao final, o autor apresenta um caso clínico.</p>2026-03-16T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1479Construindo um lugar de existência dentro de si e no mundo: 2026-03-09T10:19:22-03:00Bianca Bergamo Saviettobiancasavietto@yahoo.comLuís Claudio Figueiredolclaudio.tablet@gmail.com<p>No presente artigo, abordaremos o modelo clínico do <em>placement</em>, pouco conhecido por ter sido concebido por Winnicott, a princípio, no contexto bastante particular das situações de abrigos durante a Segunda Guerra. Pensando tal modelo de modo ampliado – como oferta de uma experiência durável de estabilidade e continuidade, a qual permite que crianças com graves problemas familiares construam um lugar de existência somatopsíquica e mundana –, iremos tomá-lo e o explorar como base do tratamento de <em>Cris</em>. Ao apresentarmos o caso em questão, marcado por intensa turbulência, ameaça de descontinuidade e agressividade, abordaremos tanto o aspecto do lugar físico e primordial do habitar que constitui o <em>placement</em> quanto o do lugar simbólico do existir que igualmente o constitui e remete à problemática edipiana. Além disso, buscaremos mostrar como, ancorado nessa base, o tratamento de Cris avança rumo à possibilidade de pensar (em contraposição ao agir), à discriminação (em oposição à confusão e indiferenciação) e à integração (<em>versus </em>dispersão). </p>2026-03-09T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1455Da perda à reconstrução2025-11-23T18:47:52-03:00Ana Inês Gomesanainespsiq@gmail.comIvone Castro-Valeivonecastrovale@med.up.pt<p>A migração constitui um processo psicossocial complexo e multifacetado, com efeitos profundos na organização psíquica e na identidade do indivíduo (Akhtar, 1995). A partir de uma revisão narrativa de referenciais psicanalíticos clássicos e contemporâneos, esse estudo propõe uma análise do processo migratório em três eixos principais: o processo de luto decorrente das múltiplas perdas de objetos, a importância do espaço transicional e da função continente na adaptação psíquica, e a transformação identitária. A migração desencadeia inevitavelmente um processo de luto. Quando elaborado de forma adaptativa, permite a integração progressiva de novas realidades internas e externas; em contrapartida, formas patológicas de luto comprometem a capacidade de investir afetivamente no novo contexto vivencial. A construção de espaços transicionais e a presença de figuras com função continente mostram-se fundamentais para a elaboração simbólica das perdas e para a preservação da continuidade do <em>self</em>. O processo migratório convoca o sujeito a reconstruir uma narrativa identitária capaz de integrar elementos díspares da cultura de origem e da cultura receptora, podendo, assim, configurar-se não apenas como fator de vulnerabilidade psíquica, mas também como uma oportunidade de reestruturação da identidade.</p>2026-03-20T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://sppa.emnuvens.com.br/RPdaSPPA/article/view/1474Paixão e loucura nos limites da clínica psicanalítica2026-02-27T09:37:10-03:00Marion Minerbomarionminerbo@gmail.com<p><em>Autor: Berta Hoffmann Azevedo</em></p> <p><em>Editora: Blucher, 2025, 232 p.</em></p> <p><em>Resenhado por: Marion Minerbo</em></p> <p> </p>2026-03-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026